Mobilização dos servidores da Casan contra a venda das ações da empresa

A diretoria do SINTESPE participou de audiência pública sobre a venda de ações da Companhia de Águas e Saneamento (CASAN), na Assembleia Legislativa. O debate foi promovido pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e contou com a presença de parlamentares, representantes do governo, lideranças sindicais, movimentos sociais e populares, além da direção da Casan. Foi muito importante a participação dos diversos setores da sociedade para demonstrar a importância de se manter Casan pública.

As manifestações eram contrárias ao “Acordo de Acionistas” e à derrubada do plebiscito para a venda das estatais, Casan e Celesc. Mesmo com a maioria das opiniões contrárias ao Projeto de Lei 0236.8/2011, apresentadas na audiência, o presidente da Comissão não aceitou a retirada do Regime de Urgência da Proposta de Emenda Constitucional 007.5/2011 e a formação de um grupo de trabalho que busque alternativas frente ao ataque do Governo privatista de Colombo.

De acordo com o diretor-presidente da Casan, Dalírio Beber a venda de parte das ações da Casan é para capitalizar a entidade dando condições de dar a contrapartida a um plano de saneamento que totaliza R$ 1,5 bilhão em sua primeira etapa, e a obtenção de um sócio estratégico, público ou privado, que some novos aportes financeiros.

Justificativas infundadas, para privatizar de acordo com números da Empresa, a Casan teve crescimento de 42,82% no seu ativo nos últimos oitos anos (em 2003, ativos de R$1.205 bilhão, e em 2010 cerca de R$ 1.721 bilhão). No mesmo período, o patrimônio líquido da empresa aumentou em 53,36%, de R$654 milhões para R$1.003 bilhão.

Em seus 40 anos, as receitas operacionais também registram crescimento. Entre 2003 e 2010, a arrecadação da Casan cresceu 62,04%, saltando de R$ 332,5 milhões para R$ 538 milhões. Os resultados positivos da empresa não param por aí. Outro dado que registrou crescimento de 43,80% do capital social, que saltou de R$ 573 milhões para R$ 824 milhões. Mesmo reduzindo de 217, em 2003, para 197, em 2010 – queda de 9,21% – do número de municípios administrados pela Casan, a empresa registrou crescimento.

Uma empresa que é pública e apresenta crescimento financeiro não precisa de nenhuma iniciativa que dá margem para a privatização para continuar oferecendo bons serviços aos catarinenses.

O SINTESPE em apoio ao sindicato da categoria vai manter a participação nas discussões e na luta em defesa do patrimônio público e contra a aprovação da PEC e do PL do Governo Combo, que colocam a Casan a um passo da privatização. A pressão aos parlamentares continua e vamos acompanhar a reunião da CCJ e as discussões na Alesc.

É importante que a discussão seja ampliada para todos os cantos da sociedade e que a mobilização da categoria seja mantida, pois somente com unidade e participação popular poderemos revogar esta ação criminosa, e assim seremos vitoriosos na luta contra a ameaça ao serviço público.


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