Prazo de adesão ao SC Saúde termina nesta sexta-feira

Termina hoje o prazo para a adesão ao SC Saúde – plano de saúde do servidor público estadual, que vai substituir a Unimed, cujo contrato com o governo acaba dia 31 deste mês. Até ontem, quando o secretário da Administração, Milton Martini, anunciou os primeiros termos de adesão havia 2.791 adesões, sendo 87 hospitais, 318 laboratórios, 489 clinicas e 1.897 médicos. O governo irá anunciar os números finais na segunda- feira.

Segundo o secretário da Administração, as críticas dos médicos que o governo não atende a Tabela de Honorários Classificação Brasileira Hierarquizados de Procedimentos Médicos quando se recusa a pagar a tabela cheia, não atrapalharam o cronograma de transição da Unimed para o novo  plano de autogestão do governo. Os médicos reivindicam o pagamento da tabela cheia, sem o redutor de 20% previsto no contrato. “Ninguém paga a tabela cheia”.
Para ele, pagar a tabela cheia seria um risco para o equilíbrio financeiro do plano. “A não ser que a gente aumentasse o valor de contribuição do servidor público. Isso está descartado”, afirmou o secretário. Martini explicou que até agosto o valor pago por consulta a Unimed era  R$ 33, subiu para R$ 48 em setembro. O novo plano criou dois valores: R$ 53 para o Litoral e R$ 62 no Oeste e Meio-oeste.
O secretário garante que os valores são maiores do que eram pagos a Unimed. As instituições médicas rechaçam essa alegação dizendo que o que era pago a Unimed estava defasado e essa foi a razão porque a cooperativa médica não quis mais continuar atendendo os servidores estaduais.
– Clínicas: 489 
– Hospitais: 87
– Laboratórios: 318
– Médicos: 1.897 
– Total: 2791

 

Sintespe defende plano desde que mantenha a qualidade

A Rádio Record (AM 1470) colocou, ontem, frente a frente o secretário da Administração, Milton Martini, e o presidente do Sintespe (Sindicado dos Servidores Público), Antonio Battisti. Battisti disse que o Sintespe é a favor do plano, desde que mantenha a qualidade e amplie a área de cobertura. “O que não concordamos é aumentar o valor da contribuição do servidor”.

Battisti disse que o governo não está dando nada de graça porque o valor é descontado do salário do servidores e a medida que eleva-se o ganho eleva-se também a contribuição. O secretário revelou as primeiras entidades a aderirem: Hospital de Caridade, Laboratório Santa Luzia, Núcleo de Atenção à Saúde da Unimed do Centro e Kobrassol (NAS), Climama e Clínica Tio Cecim.

 

Sindicato dos Médicos mantém recomendação contrária a proposta

A polêmica entre autoridades médicas e governo por causa do SC Saúde continua acesa. O  Simesc (Sindicatos dos Médicos de Santa Catarina) colocou em dúvida os números de adesões divulgados pelo governo  do Estado e mantém a recomendação pela não adesão ao plano de saúde do servidor estadual. “Defendemos uma remuneração justa. Com banda redutor de 20%  não dá”, disse Cyro Soncini, presidente do Simesc, durante entrevista no Visão Geral, da Record News.

Não é de hoje que os médicos pedem o fim do redutor na tabela. Em 2006, época que a Unimed passou a atender o servidor estadual, foi firmado um documento que contém as assinaturas do atual secretário de Saúde, Dalmo Claro de Oliveira, na época presidente da Unimed, e do deputado estadual Marcos Vieira, na época secretário da Administração, e outras autoridades médicas.  E não é só o governo que usa o redutor, mas outros planos de saúde.
Sobre a adesão de 1.892 médicos, Soncini disse que não acredita, a não ser que o governo considerou os médicos que trabalham no Hospital de Caridade, instituição que se credenciou ontem.  O dirigente médico alerta para os riscos que o governo correr ao não pagar a remuneração adequada. “O sucesso do plano vai depender da adesão. Se a remuneração não estiver adequada os médicos não vão aderir. E se não aderirem os servidores públicos vão ficar sem atendimento médico”.
Cyro Soncini disse que o governo insiste em não atender o que dispõe a CBHPM (Tabela de Honorários Classificação Brasileira Hierarquizados de Procedimentos Médicos). Pela tabela, a consulta deveria ser R$ 65. O governo chegou até R$ 62 no interior.  O SUS paga R$ 10 por uma consulta com médico especialista. Para a Unimed o governo paga R$ 48 por consulta.

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