Pesquisa avalia gestão Colombo

Consulta contratada pela Fiesc revela opinião de empresários e da população economicamente ativa sobre início do governo

Indústria e a sociedade catarinense estão em sintonia nas avaliações sobre os primeiros meses da gestão Raimundo Colombo. Pesquisa encomendada pela Federação das Indústrias do Estado de SC (Fiesc) ao Instituto Mapa com empresários e com a população economicamente ativa traz resultados semelhantes: 54 e 56 em 100 pontos possíveis. Tranformada em média escolar de zero a 10, a pontuação daria nota 5,5.

Os números fazem parte de um questionário sobre o desenvolvimento de Santa Catarina e a avaliação do governo. É o segundo ano consecutivo em que a Fiesc contrata a pesquisa. A nota dada por empresários e a sociedade é a média das respostas das avaliações em 16 áreas.

As piores notas, segundo a indústria, ficaram com impostos e tributos, segurança pública, saúde, transporte e educação básica. Para a população, são os impostos, saúde, gastos públicos, educação e segurança pública.

– O que mais chamou atenção em relação à primeira pesquisa, realizada ano passado, é o desempenho pífio. Os números são mais ou menos os mesmos do ano passado, em torno da nota cinco. O governo passa raspando, mas o bom aluno tem que tirar mais de sete – analisa o presidente da Fiesc, Alcântaro Correa.

Este ano, a instituição incluiu perguntas sobre aprovação da gestão. Entre os empresários, 54% aprovam a gestão. Entre a população, 50%.

Os números mostram que os empresários confiam mais no governador e têm maior tolerância em relação ao início da gestão. Entre os empresários, 81% confiam em Colombo, contra 56% entre os demais entrevistados. O índice de pessoas que acreditam que o governador faz tudo ou mais do que pode é de 16% na sociedade e de 32% na indústria.

Para Alcântaro, o recado é claro.

– As pessoas acreditam nele. Como pessoa, todo mundo gosta, aceita, acredita. Mas também está na hora de começar a realizar. São sete meses. Já poderia ter sido feita alguma coisa para melhorar essa situação – diz.

A expectativa da entidade é de que o material sirva de referência para as políticas públicas do governo.

A pesquisa foi enviada ontem a Colombo. Ele foi procurado para comentar, mas, segundo a assessoria, não teve tempo de analisá-la antes de viajar a Brasília para agenda oficial.

O Mapa ouviu cem empresários de 30 de junho a 13 de julho, com 9,8 pontos de margem de erro. Entre 25 de junho e 11 de julho, entrevistou 624 pessoas, com margem de 3,9.


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