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Suicídio de reitor da UFSC deixa PF sob suspeita
04 DEZEMBRO 2017

Luiz Carlos Cancellier de Olivo


O reitor Cancellier havia sido preso pela PF, na Operação Ouvidos Moucos, em setembro, e estava sendo investigado, sem saber, pela delegada Érika Mialik Marena; Cancellier era suspeito de uma suposta tentativa de obstruir uma investigação sobre desvios no programa de educação a distância; após depor na PF, ele, sem que alguém tenha dito o motivo de sua prisão, foi levado para a penitenciária de Florianópolis; reclusão foi repudiada pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e pelo site Jornalistas Livres.

O reitor, que não tinha antecedente criminal algum, era suspeito de uma suposta tentativa de obstruir uma investigação sobre desvios no programa de educação a distância. A denúncia foi feita, principalmente, por um desafeto do reitor, o corregedor-geral da UFSC, Rodolfo Hickel do Prado, integrante da Advocacia-Geral da União em Santa Catarina.

No dia seguinte à prisão dele, a PF manchetou, em seu site, o erro de que a operação combatia "desvio de mais de R$ 80 milhões", conforme atesta matéria do Estadão. Ainda segundo a reportagem, após depor na PF, o reitor, sem que alguém tenha explicado o motivo de sua prisão, foi levado para a penitenciária de Florianópolis, como se já estivesse condenado. Teve os pés acorrentados, as mãos algemadas e foi submetido, nu, à revista íntima. Ele passou mal pro ser cardiopata, e foi examinado e medicado por seu cardiologista.

Posteriormente, a delegada afirmou que os R$ 80 milhões era o total de repasses do Ministério da Educação para o programa de ensino a distância ao longo de dez anos, 2005 a 2015, quando Cancellier não era o reitor. Ele assumiu a reitoria a partir de maio de 2016.

Depois da prisão, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) divulgou nota afirmando ser "inadmissível que o país continue tolerando práticas de um Estado policial" e o Núcleo da União da Juventude Socialista na UFSC fala em "perseguição política".

Site Jornalistas Livres também repudiou a ação da PF. "Trata-se de suicídio que cobre de vergonha todo o país, que consagrou como métodos de investigação a deduragem, a humilhação pública e a prisão estrepitosa, sob os holofotes de uma mídia linchadora e vulgar", escreve Laura Capriglione.

Vale ressaltar que o denunciante, Rodolfo Hickel do Prado, era opositor político do reitor. No dia 13 de setembro, um dia antes da prisão, Cancellier autorizou seu chefe de gabinete, Aureo Moraes, a abrir um processo administrativo-disciplinar contra o corregedor, pedido pelo professor Gerson Rizzatti. Prado tentou uma liminar contra a portaria que o afastava até a conclusão, mas não teve êxito.

Na última terça-feira, o juiz Marcelo Volpato de Souza mandou arquivar o inquérito que apurou a morte do reitor, concluindo por suicídio.

No despacho, o juiz cita trechos do parecer do promotor Andrey Cunha Amorim, da 37.ª Promotoria de Justiça da Capital. Diz Amorim: “(...) dias antes do seu suicídio, a vítima foi presa provisoriamente, permaneceu encarcerada por um ou dois dias e teve sua prisão revogada judicialmente. Do ponto de vista psíquico, tais fatos, evidentemente, podem ter contribuído para o agravamento do quadro de depressão do ofendido, levando-o ao ato extremo de ceifar a sua própria vida”.

Fonte: Brasil 247




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