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O que aconteceu com o professor de Pomerode que tinha uma suástica na na piscina de casa?
24 OUTUBRO 2017

Em 2014, uma foto registrada em Pomerode ganhou repercussão nacional (e internacional também) por motivos não tão positivos: um piloto de helicóptero fotografou do alto uma suástica desenhada no fundo de uma piscina em uma das casas da cidade.

Nesta semana, a Revista Superinteressante fez uma matéria relembrando o caso intitulada “Meu professor é nazista” e revelando como anda a vida de Wandercy Antônio Pugliesi, o professor de história, responsável pela construção da “piscina nazista”. A matéria conta com depoimentos de ex-alunos e de estudiosos do holocausto.

O fato aconteceu enquanto o piloto levava uma equipe da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Florianópolis até Rio dos Cedros para resolver um caso de sequestro do marido da gerente de uma agência bancária. O objetivo dos sequestradores era o de obrigar a mulher a abrir o cofre.

O comandante de helicóptero Humberto Damásio Costa lembra do momento em que avistou o maior símbolo nazista destoando da paisagem de Pomerode:

“No alto de uns morros avistamos uma casa onde deu para ver o que parecia ser uma suástica. Aproximei e vimos a cruz no fundo da piscina. Pedi para meu copiloto tirar uma foto e seguimos viagem”, relata Humberto.

O registro correu o Brasil e mundo ganhando manchetes em todos os noticiários. O dono da casa e da “piscina nazista” era Wandercy Antônio Pugliesi, um conhecido professor de História em colégios de Blumenau. Ela já tinha sido notícia em anos anteriores por possuir um grande acervo sobre o movimento nazista.

Wandercy também era conhecido por relativizar os números do holocausto em sala de aula. Ao contrário do que se pode pensar, ele não era malquisto pelos alunos. Na verdade, acontecia o contrário: todos gostavam dele e faziam vista grossa para as opiniões controversas do professor.

A matéria da Superinteressante conta o que aconteceu com o professor e como ele está hoje, três anos depois do escândalo:

Wander não chegou nem a ser alvo de inquérito pela suástica na piscina. Na época, o delegado de Pomerode disse não ver ilegalidades no caso. O Ministério Público também não ofereceu denúncia contra o professor.

O texto da Lei 9.459, de 1997 estabelece como crime “fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo”.

No quintal de uma residência, nos fundos de uma piscina, a suástica do professor Wander não foi encarada como uma divulgação do nazismo. O professor segue dando aulas em Blumenau, mas já não atua mais no Energia, cuja direção preferiu não falar à reportagem.

Há seis anos, o professor dá aulas em um cursinho na mesma cidade, onde é tido como uma pessoa de “índole irrefutável e qualidade docente inquestionável”. O professor não respondeu aos pedidos de entrevista.

A matéria faz ainda um resgate de movimentos pró-nazismo em cidades catarinenses e explora a questão da relação entre os alunos e professor que mesmo depois da revelação da suástica no fundo da piscina, não deixaram de defendê-lo. Alguns alunos, porém, mudaram de ideia com o tempo:

Em 2002, em uma formatura lembrada até hoje por ex-alunos do Energia, os alunos decidiram erguer a mão direita, reproduzindo a saudação nazista em “homenagem” ao professor de História. “Foi uma forma de homenagem ao professor, na nossa visão de 17 anos de idade e pouco conhecimento histórico. Demorei anos para entender o que se passava ali”, diz Larissa Beppler, hoje empresária em São Paulo.

Fonte: Por Acaso




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